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Milvago chimango (Chimango)

    Parente do carrapateiro (Milvago chimachima), o chimango diferencia-se por ser completamente marrom escuro e apresentar uma mancha amarela com estrias escuras em cada asa, no interior. Também os machos apresentam perna e tarso amarelo forte, enquanto que em fêmeas e jovens estes são de cor azul-acinzentada. O bico é claro e com características rosadas. Ocupa ninhos feitos por outras aves, alimenta-se de aves, roedores, parasitas de animais maiores (carrapatos) e até mesmo carniça.
Milvago chimango (Falconiformes, Falconidae)
Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
    Quando em voo, difere-se do carrapateiro por ter as pontas das asas (penas rêmiges primárias) totalmente brancas.
Milvago chimango em voo (Falconiformes, Falconidae)
Ipiranga do Sul, Rio Grande do Sul.
    Como o Milvago chimachima (gavião-carrapateiro) e o Falco femoralis (falcão-de-coleira), também pode ser utilizado na arte da falcoaria.
Milvago chimango (Falconiformes, Falconidae)
Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Milvago chimachima (Gavião-carrapateiro)

    Caracteriza-se por ter o corpo amarelo-creme contrastando com asas e cauda marrons. O bico e as patas são azulados, e muitos indivíduos possuem os olhos circulados por uma pele alaranjada (há controvérsias, mas suspeita-se que esta característica se relacione com a forma de alimentação ou com a idade da ave), sempre com uma linha escura na lateral. O jovem é completamente diferente do adulto, podendo até ser confundido com outra espécie de gavião, pois apresentam o corpo coberto de rajados escuros.
Milvago chimachima sem olhos contornados por pele alaranjada (Falconiformes, Falconidae)
Getúlio Vargas, Rio Grande do Sul.
    Quando em voo, distingue-se de seu parente, o gavião-chimango (Milvago chimango), por apresentar as rêmiges primárias (penas da ponta da asa) manchadas em uma linha branca que não chega até as margens das asas.
Milvago chimachima em voo (Falconiformes, Falconidae)
Getúlio Vargas, Rio Grande do Sul.

    Como o Falco femoralis (falcão de coleira), também é uma ave que pode ser utilizada na falcoaria, para espantar aves que atrapalham o pouso e a decolagem de aviões em aeroportos.
Milvago chimachima em falcoaria, sem a pele alaranjada circundando os olhos (Falconifomes, Falconidae)
Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
Milvago chimachima com pele alaranjada circundando os olhos (Falconiformes, Falconidae)
Passo Fundo, Rio Grande do Sul.

Falco sparverius (Quiriquiri)

Falco sparverius macho (Falconiformes, Falconidae)
Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
    O quiriquiri é a menor ave de rapina do Brasil, medindo cerca de 25cm.O macho é facilmente distinguido da fêmea, pois apresenta as penas de cobertura da asa marrom-avermelhadas e as penas da ponta (rêmiges primárias e secundárias) cinza-azuladas. A fêmea é de uma tonalidade mais fosca e acinzentada. Além do tamanho, diferenciam-se dos outros falcões pelo topo da cabeça cinza, pelas duas linhas verticais escuras na lateral da cabeça e pela mancha castanha logo atrás delas. Esta espécie nidifica em ocos de árvore ou buracos em barrancos. Alimentam-se de insetos, anfíbios, pequenos mamíferos, aves e até répteis.

Falco femoralis (Falcão de coleira)

    O falcão de coleira caracteriza-se pela faixa supra-ocular clara que contorna-lhe a cabeça, e pela linha escura que desce verticalmente ao olho. Os olhos são envoltos por pele amarela, que liga-se ao bico. É uma ave não muito grande, com cerca de 35cm, mas maior do que o quiriquiri (Falco sparverius), de modo que torna-se fácil distingui-los.
    A alimentação é variada, podendo ser baseada desde insetos até répteis como cobras e lagartos, passando por mamíferos e aves pequenas.
Falco femoralis (Falconiformes, Falconidae)
Getúlio Vargas, Rio Grande do Sul.
    A fêmea e os jovens possuem o peito claro com rajados escuros. Como em outros rapinantes, elas são maiores do que os machos, pois devem comportar dentro de si os ovos na época de reprodução. Nidificam em ninhos já posteriormente construídos por outras aves.
Falco femoralis fêmea (Falconiformes, Falconidae)
Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
    Por ser extremamente astuto, possuir uma excelente visão e por caçar em grupos, geralmente, com estratégias previamente combinadas por eles, esta ave é muito utilizada em programas de controle de aves presentes nos aeroportos (como exemplo, o grupo Hayabusa de falcoaria). O exemplar abaixo trata-se de um macho, pois não possui rajados no peito. Ele recebeu todo um treinamento para acompanhar o grupo de pessoas responsáveis por afastar as aves das pistas de pouso. Com miçangas nas pontas das garras, os rapinantes deste programa capturam suas presas (geralmente, quero-queros e garças) sem machucá-las. Estas são, então, enviadas para uma localidade mais longe do aeroporto. O manejo destes animais é feito diariamente e conta com o auxílio de outras espécies de rapinantes maiores, como o gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus), para lidar com aves igualmente maiores, como carcarás e urubus.
Falco femoralis macho utilizado em falcoaria (Falconiformes, Falconidae)
Porto Alegre, Rio Grande do Sul,